O relacionamento da construtora com quem faz esquadrias

Esquadrias de Alumínio – Vantagens e desvantagens
28 de agosto de 2017

Acredite, o segmento de esquadrias (portas, janelas e elementos de fachada) compõe um dos itens mais importantes na hora da construção. Independente do padrão do imóvel a ser erguido, a escolha das esquadrias e o consequente trabalho de serralheria envolvem uma decisão técnica complexa.

O cenário econômico global de hoje indica uma forte evolução nos processos de produção, que têm ocorrido de maneira rápida em todo o planeta. Este fator suscita competência e habilidade das empresas e dos profissionais para o desenvolvimento de produtos e serviços voltados para um mercado cada vez mais exigente e conhecedor de suas necessidades e direitos.

Qualidade, desempenho, rapidez, agilidade e assertividade nas respostas aos anseios se tornam condições imprescindíveis e fundamentais para garantir a longevidade dos produtos e das empresas.

O setor da construção civil é um grande exemplo deste cenário de mudanças, por sua dimensão econômica e seu dinamismo, além de ser bem sensível às oscilações da economia global. O movimento do mercado da construção e o relacionamento que as construtoras têm com os fabricantes de esquadrias e serralheiros é o principal foco desta reportagem de capa.

Mas, antes de inserir as considerações das construtoras, as entidades que abrangem o segmento de esquadrias também foram ouvidas para expor sua visão sobre o relacionamento com as construtoras, pois são peças importantes em prol do desempenho adequado ao sistema construtivo que será usado na obra.

Consultada pela equipe Contramarco, a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) declarou que “as empresas fabricantes de portas de madeira estabeleceram uma relação de parceria com as construtoras e com o mercado comprador em geral, principalmente, porque a partir da publicação da norma de desempenho da construção civil, toda a cadeia — do fornecedor dos insumos passando pelo fabricante até chegar à construtora — responde de forma solidária à garantia oferecida ao consumidor final”. Assim, segundo a entidade, o mercado amadureceu muito nos últimos anos com a necessidade de se especificar os produtos por desempenho.

No ramo das esquadrias de pvc, Eduardo Rosa, diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para Construção Civil (AFAP-PVC), explica que o relacionamento entre os fabricantes do segmento com as construtoras sempre foi muito bom. “Nossos associados possuem equipes de suporte técnico que fornecem todas as informações e esclarecimentos ao cliente já nos primeiros passos do projeto. Todos os ensaios e certificações são fornecidos com a finalidade de garantir que o produto atenda os mais exigentes requisitos”, diz.

Já para Fernando Rosa, gerente geral da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL), a entidade tem mantido relacionamento frequente com as entidades representativas das construtoras (como os SindusCons e Ademis) por todo o Brasil, entre elas as unidades estaduais do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon) e da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI).
“Temos promovido ações para o compartilhamento de conhecimento, levando informações sobre as normas e requisitos técnicos das esquadrias de alumínio. O objetivo destas ações é elevar o nível da qualidade das esquadrias nas construções brasileiras. O engajamento das entidades tem colaborado para o fortalecimento destas relações”, informa.

Pela complexidade das construções e volume de produção, as construtoras precisam da ajuda dos fornecedores de esquadrias, inclusive criando parcerias para que alcancem o desempenho adequado ao sistema construtivo que será usado — além de prazo e preço. “Questões de qualidade e produtividade são recorrentes na construção civil. Muitos obstáculos podem ser evitados na fase de concepção do projeto e especificação das esquadrias”, diz Fernando Rosa, acrescentando que o segmento de esquadrias de alumínio dispõe de soluções tanto do ponto de vista de produtos como de instalação. “Estas soluções já apresentam desempenhos compatíveis com os diversos sistemas construtivos utilizados no Brasil. Não obstante, o segmento de esquadrias de alumínio está atento às demandas das construtoras”, observa o gerente geral da AFEAL. “Quanto ao preço, é muito importante não considerar o investimento apenas no ‘ponto zero’, mas é fundamental pensar no investimento diluído pela vida útil do empreendimento”, complementa.

No segmento de aço, a Associação Brasileira das Indústrias de Portas e Janelas Padronizadas (Abraesp) tem verificado nos últimos quatro anos, através do Censo junto aos fabricantes associados, um crescimento de 25% na participação comercial das construtoras. As consultas diretas (construtoras-entidade) e indiretas (construtoras-fabricantes, associados-entidade), que buscam informações sobre a norma técnica de esquadrias e as empresas conformes, teve um crescimento da ordem de 30% em 2016, em relação ao ano anterior.
A Abraesp congrega atualmente em seu quadro 56% da produção nacional de portas e janelas padronizadas, o que remete a um total de 3.561.960 portas e janelas padronizadas colocadas no mercado por ano (aço e alumínio).

Para Robson Campos de Souza, engenheiro mecânico e responsável pelo departamento técnico da Abraesp e gerente do PSQ de Esquadrias de Aço, as grandes construtoras do mercado que atuam na construção de Habitações de Interesse Social (HIS), financiadas por programas como o MCMV (fases 1 a 3), Qualihab-CDHU/SP e COHAB-MG, têm profundo relacionamento e parceria com os fabricantes de esquadrias de aço associados, sendo atendidas com um grau de excelência, e poucas reclamações de qualidade junto ao PBQP-H. “Isto se deve ao excelente trabalho realizado pelas empresas qualificadas, que mantiveram o Indicador de Conformidade Setorial acima de 82% na média no ano de 2016”, relata Souza.

Revista Contramarco – Edição nº 126 de jul/ago de 2017
Fonte: https://www.contramarco.com/edicao-126-capa

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